De Beja a Huelva: o perto que ficou longe.

      Nenhum comentário em De Beja a Huelva: o perto que ficou longe.
Centro  Histórico de Huelva : Praça das Monjas
Como escrevi no post anterior, foi muito fácil chegar de Évora a Beja. De Beja a Huelva, no entanto, foi bem complicado. Não há trens. Disseram-me que, há quase trinta anos, Espanha e Portugal buscam acordos para construir essa linha. Para ampliar nossas dificuldades, saímos de Beja num domingo, quando o número de ônibus é reduzido para um terço. Buscamos todas as informações na Estação Rodoviária, mas as dificuldades maiores foram aparecendo ao longo do trajeto.
Detalhe da Grandiosa Catedral de Huelva
O ônibus era um pinga-pinga-indireto. De Beja, fomos a Albufeira. Troca de ônibus. A seguir, paradas nas rodoviárias de Castro, Olhão, Faro, Tavira e , finalmente, chegamos a Vila Real de Santo Antônio. De Vila Real, vai-se à primeira cidade espanhola,  Ayamonte,  de barco. Travessia bonita, feita em aproximadamente meia hora. A saga continuava…

Rio Guadiana, fronteira entre Portugal e Espanha

Chegando a Ayamonte, a menos de 70 km de Huelva, fomos confirmar as informações que tínhamos sobre ônibus ou transporte compartilhado. Nada. Nenhum. Era domingo!!! Passamos a procurar táxis. Só havia dois mas, como era domingo, eles haviam desaparecido – e seus telefones não atendiam.

Rio Guadiana entre Vila Real de Santo Antônio e Ayamonte

Passeamos pela cidade, que é pequena mas bonitinha. Buscamos informações de hoteis, pois começava a ficar tarde. Fomos tomar um café em frente ao único ponto de táxi da cidade: eis que apareceu um. Podia, sim, nos levar em Huelva – mas não deixou barato: 75 euros a corrida numa distância de 60 km.

Fronteira Portugal-Espanha

Concordamos! Não havia outra proposta mais conveniente. Além disso, o Hotel de Huelva estava pago e,  se pernoitássemos em Ayamonte, teríamos que pagar outro hotel. Enfim, o táxi  foi e deixou-nos na porta do hotel,  em Huelva …  após de um dia inteiro de viagem para fazer menos de 300 km no total.

Chegada em Ayamonte – finalmente na Espanha.

Ainda bem que Isolda e eu não perdemos o bom humor com o cansaço do dia. Imprevistos e perrengues podem acontecer em qualquer viagem. Huelva foi simpatia à primeira vista. Durante o jantar,  rimos muito de tudo o que acontecera. É bom registrar que o calor diminuíra bastante: devia estar  menos de 40 graus!!!!

Em Huelva – Finalmente.

 ” Aún no es de noche y siento
que el cielo ya está frío.
El azote del viento
Envolve al tedio mío.”

Fernando Pessoa

Travessia do rio Guadiana

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *