Carcassone e sua imperdível Cidadela

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Cidadela de Carcassone ao anoitecer

Quando vi Carcassone, pensei: Como eu não sabia da existência deste lugar e só o descobri por acaso? E os que não descobri e talvez nunca os descubra? Era início da noite, e a cidadela estava toda iluminada. Parecia gravura de livro de histórias de fada. Para observá-la melhor, caí na realidade e pensei no que havia estudado sobre essa cidade, a começar pela data de sua fundação 118 a.C.
Cidadela Restaurada
Naquela noite, preferi passear por Carcassone, cidade medieval, que tem atualmente 45 mil habitantes, além dos muitos turistas que por ali transitam. Oferece  bons restaurantes e cafeterias, tem bonitas praças, em que se destacam bonitas esculturas. Foi construída às margens do rio Aude, onde  água e verde abundante conferem à cidade  ainda mais encantamento.

Cidadela

Este monumental conjunto arquitetônico medieval, situado na região de Languedoc-Roussillon,  no Sul da França, integrante da lista de Patrimônios da UNESCO desde 1997, já passou por altos e baixos em sua longa história. Chegou a ser usado como campo para prisioneiros na Segunda Guerra Mundial.

Praça Central
Destaca-se , no Centro Histórico, o Museu de Belas Artes, que ocupa o eclético e imponente prédio do antigo Tribunal da Justiça, criado, em 1558, por Enrique II para administrar a justiça em nome do rei. Na frente do Museu, está Helena, uma escultura em mármore de carrara, que teria sido encomendada pelo imperador Contstantino ( 272 – 337 ) que teria dado a ela esse nome em homenagem a mãe dele. Belíssima.

Helena

A cidade, muito bem restaurada, tem vista estratégica da região, além de estar localizada entre o Atlântico e o Mediterrâneo, num corredor entre a Península Ibérica e o restante da Europa. Essa localização privilegiada foi motivo de cobiça da colônia, fundada por romanos em 118 a.C. e que recebeu a denominação inicial de Narbona  e, posteriormente, de Julia Carcaso.

Rio Aude

Perdeu sua grande importância quando os avanços militares e o Tratado dos Pirineus , em 1659, mudaram a fronteira franco – espanhola, que tornou obsoleta a cidade como ponto de defesa. Perdeu , então, o significado que teve , principalmente no século XII, quando foi governada pelos Trencavel – com quem simpatizo – que construíram o Castelo e a Catedral.

Magníficos vitrais da Catedral

No século XIX, o arquiteto Viollet-le-Duc empenhou-se para que a cidadela fosse restaurada. Parece ter sido uma restauração bastante polêmica, não só pelo custo, mas também porque a teriam deixado nova demais ou teris sido uma releitura da anterior. Havia os que prefeririam a aparência anterior das ruínas, como a das muralhas, construídas, no século XIII, pelo rei Luís IX e seu filho Felipe, o Bravo.

Detalhe das muralhas de das torres

Há duas construções que devem ser vistas com atenção: a Catedral ( românica e gótica) e o Chateau Comtal. A Catedral guarda a Pedra do Cerco, muito famosa por retratar o cerco de Carcassone, em 1209,  pelos cruzados. Encantaram-se muito mais, no entanto, os seus vitrais. O Chateau Comtal é um forte dentro do forte, com torres, fosso e muralhas – artifícios para que inimigos a ele não adentrasse.

Detalhes da segurança do forte

Atualmente, no interior da Cidadela, podem ser encontradas lojinhas de presente, restaurantes, docerias, cafeterias, floricultura, artesanatos da regiao…além de tipos humanos diversos, gente, mas muita gente mesmo, de várias partes do mundo. Considero interessante uma visita que inclua um dia e uma noite. Passeios noturnos são maravilhosos aqui. Para a visita diurna, há um tour guiado, com duração de 2h, que mostra a fortaleza e narra fatos históricos locais.

Vigilância nas muralhas


Duas sugestões para quem pretende visitar Carcassone : 1 ) veja o filme Labirinto, baseado no romance da famosa escritora inglesa Kate Mosse; 2) desça com atenção a estrada que leva à porta principal da Cidadela, pois ali consegui reunir pessoas de diferentes nacionalidades, todas atentas ao meu redor – tropecei, me estatelei no chão, dei um grito assustador …. e fiquei entre rir e chorar. Pior que o joelho roxo, foi a vergonha do tombo ridículo.


                     Fascinada que sou por cemitérios, penso que caí porque estava olhando este.
                     

Depois de visitar Carcassone, continuamos , minhas duas amigas e eu, para o sudoeste  francês, na direção de Toulousse, cidade que está a 100 km da fronteira espanhola. Toulousse é bastante movimentada, com muito o que ver. Para 2019, estudo outro roteiro na direção oposta ao deste ano. Quero rever Nice, inspirada por um vídeo e postagem que indico a seguir:  https://malaspraquetequero.com.br/videos/o-que-fazer-em-nice/

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