A Berlin, com gratidão!

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Berlin é uma cidade que, certamente, plenifica os olhos e a alma de um viajante. Não pretendo hoje escrever um post sobre a capital da Alemanha. Penso, sim, escrever minha declaração de amor a ela. Neste ano de 2017, fiz apenas uma passada de três dias por lá. Estava com o tempo bem limitado e meu objetivo era  estar mais tempo na Noruega.
Respeito intensamente a sensível condição de conviver com a diversidade que tem a capital da Alemanha. Desde 1989, quando a Queda do Muro concretizou a aproximação entre os lados oriental e ocidental, procuro acompanhar o processo de integração dessas duas realidades – diferentes inclusive sociais e economicamente – que, por longos 28 anos, estiveram separadas.
Notam-se diferenças, mas, se existem, não chegam a ser notadas em forma de discriminações. Já faz alguns anos, fui – com Fabricio e Krithika,  a uma festa popular, no espaço de uma antiga fábrica. Ali, vi adultos, jovens e adolescentes que conversavam e dançavam e bebiam cerveja – é óbvio. Não havia policiamento e não se percebia agressividade. A música não era da altura que infelizmente estamos acostumados a ouvir – queiramos ou não.
Gosto muito de Berlin, mas devo declarar que gosto da Alemanha toda. Divirto-me quando pessoas se referem às diferenças linguísticas nesse País. Não as percebo! rsrsrs  Não falo alemão! Isso, entretanto, não foi motivo para que eu desistisse de viajar, muitas vezes sozinha, por dezenas de cidades, em diferentes regiões. 
Já visitei, por exemplo, Bremen, Colônia, Dusseldorf, Munster, Dresden, Frankfurt, Heidelberg, Munique, Nuremberg, Fussen, Stuttgard, Bonn, Ulm, Aachen, Dortmund, Essen, Kiel, Koblenz, Mainz… e muitas outras.   Povo gentil e educado, onde é possível viajar falando inglês, língua dominada pela maioria, ou italiano, ou espanhol… que os alemães  tentarão entender…É assim…ou é sorte minha?
Na viagem deste ano, Isolda, minha amiga, e eu chegamos em Berlin pelo aeroporto Schonefeld, que está distante 20 km do centro.  Pensávamos ir  de metrô ou ônibus ao Hotel. Um acesso de preguiça, confesso que meu, levou-nos a tomar um táxi, pagando mais ou menos 30 euros, até o Art’otel  Berlin Mitte, localizado bem perto da  Alexanderplatz, onde ficamos hospedadas. Esse é um hotel que eu recomendo.
A Alexanderplatz – centro do lado oriental e lugar da famosa Torre de Televisão – é um dos pontos de referência em Berlin, juntamente com o Portão de Brandemburgo e a Wittenbergplatz. Como dispúnhamos de somente três dias, fez-se necessária uma seleção restritiva do que visitar. Optamos pela Ilha dos Museus, o Portão de Brandemburgo, o Memorial do Holocausto, a Catedral e o Memorial aos Judeus Mortos na Europa.

Na Ilha dos Museus,  na  Alte Nationalgalerie ( Antiga Galeria Nacional ), eu fiz todas as fotos publicadas neste post. Essa visita é imprescindível em Berlin,  pois lá se podem ver famosas pinturas impressionistas e também esculturas do século XIX. 

Alte Nationalgalerie  galeria foi aberta em 1876. Seu início vem da doação de 262 pinturas pertencentes ao banqueiro Johann Heinrich Wagner. Apesar de bombardeada na Segunda Guerra Mundial, por sorte teve seu valioso acervo preservado. É um espaço para permanecer ao menos três horas – e vale cada minuto!

Já não faço planos para além de seis meses – tempo que preciso para fazer reservas, obtendo melhores preços. Recordo sempre, no entanto,  o ditado Iídiche : O homem planeja, e Deus ri. Em 2018, Berlin não estará no meu roteiro. Certamente sentirei a falta do tanto de História, Modernidade e Arte que essa vibrante e multiétnica cidade nos oferece. Danke fur alles, Danke! 

” O essencial é saber ver,
Saber ver sem estar a pensar,
Saber ver quando se vê,
E nem pensar quando se vê,
Nem ver quando se pensa.”
Fernando Pessoa

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