Porto Alegre, a Verde Capital Gaúcha.

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Centro Histórico de POA
Ontem fiz o primeiro passeio – verdadeiramente passeio – quatro meses depois da cirurgia de câncer no pulmão. Juntamente com meu filho e minha nora, fomos ao centro de Porto Alegre para almoçar e para visitar a Feira do Livro. Tenho dividido meu tempo entre POA e Torres e priorizado por ordem na minha vida – até testamento fiz! Só agora me convenci, na real, que cada dia a mais de vida é um dia a menos de vida…
Centro Histórico de POA

Sem grande paixão. posso dizer que gosto de Porto Alegre, a capital do Rio Grande do Sul, cidade  que tem ao redor de um milhão e quinhentos mil  habitantes e que foi fundada em 1772. Está  situado à beira do Guaíba, que sempre pensei que era um rio e depois me contaram que era um lago. Está classificada com IDH alto e esperança de vida ao nascer  de 76,4 anos – estou correndo contra o tempo….

                                           Quando o Flaboyant exibe toda a sua beleza…

Característica admirável de Porto Alegre é a arborização. Há, por toda a cidade, ipês, paineiras, jacarandás, timbaúvas, flanboyant, timbaúvas, palmeiras e tantas belas árvores mais.  Há ruas que merecem olhares e fotos por grandes extensões…Lamento apenas que não se vê árvores novas sendo plantadas para substituir as que se vê já velhas, maltratadas e cheia de parasitas – falta o cuidado permanente que observo em muitas cidades. 
Feira do Livro no Centro
Porto Alegre exibe pontos turísticos que são interessantes de ver, como, por exemplo: a rua da Praia, que nem os Andradas certamente usam seu nome verdadeiro, e que, na minha juventude, era passagem obrigatória para ver as modas e encontrar os amigos e conhecidos especialmente os do Alegrete. Hoje infelizmente sua movimentação foi substituída, em parte, pelo espaço fechado  dos shoppings.

Muitas e elegantes palmeiras por POA

Impossível não acompanhar um visitante nas duas grandes experiências que se tem no Sul: comer churrasco e experimentar um chimarrão – a cuia , passada de mão em mão,  já está desaparecendo, mas o hábito de oferecê-lo continua. A churrasco recebeu novos acompanhamentos, mas continua a carne de costela e a picanha a serem as preferidas. O grande Santiago bem mostrou a influência italiana:

Ao lembrar churrasco, lembro excelentes churrascarias da cidade, como Barranco, Schneider, El Fuego, Parrilla del Sur e  Freio de Ouro, essa última, atualmente minha preferida. Quando se está acompanhando pessoas de outros Estados, que pela primeira vez visitam POA, uma sugestão é ir até o CTG 35, onde a comida pode não ser muito boa, mas tem apresentações de música e de dança, que agradarão certamente os visitantes.

Apresentação de Chula

A Capital Gaúcha oferece belos parques muito próximos do Centro, como o tradicional Parque Farroupilha, conhecido simplesmente como Redenção – bem  arborizado, com muitas atrações, é excelente opção para final de semana, onde se pode andar de bicicleta, caminhar, correr, tomar chimarrão, levar crianças para brincar, passear com cachorrinhos, fazer compras no brick, ou ficar em grupinhos atualizando as notícias políticas.

No início do inverno…

Há outros tantos parques e lugares, de que tanto gosta a população,  como a Orla da Guiaba, a Usina do Gasômetro, o Parque Farroupilha e o Jardim Botânico e o Marinha do Brasil. Há muitos espaços,  para visitar, alguns realmente fantásticos, como o Museu de Ciências e Tecnologia da PUC, o Museu de Arte do Rio Grande do Sul, a Casa de Cultura Mário Quintana, o Teatro São Pedro, a Fundação Iberê Camargo e o Santander Cultural. Podem estar certos que há muito mais a ver e a descobrir…

Detalhe do Santander Cultural

Localizado no Centro Histórico, próximo ao MARGS, o Santander ocupa-se de programas projetos e ações culturais diversas – cinema, biblioteca, música, oficina….Promove, até o final de 2018, a excelente Mostra Visões de Pessoa. Transformado de instituição bancária que foi, a  espaço multiuso imponente, com intensa programação cultural e com amplo olhar para o mundo – além de abrigar restaurantes de alta qualidade – torna-se visita imperdível.

Escadaria da 24 de Maio, no Centro Histórico – Foto de Alda Menine

                                                       
O visitante pode ser surpreendido com lugares originais e estupendo, como as escadarias da rua 24 de Maio- foto acima – o Cais Mauá, a Estátua do Laçador, o Palácio Piratini, sede em estilo neoclássico do governo do Estado,  o monumento aos Açorianos, o Chalé da Praça XV, a usina do Gasômetro, o grafitado túnel da Conceição, a Ponte de Pedra, e o surpreendente Mercado Público Municipal – ainda que pouco cuidado, mas com intensa movimentação.

Mercado Público Municipal – material de divulgação.

POA tem, ainda, belíssimas igrejas que, tal como os bons museus, merecem visitas minuciosas e detalhadas. Na Praça Marechal Deodoro, muito próximo ao Palácio Piratini e ao Teatro São Pedro,  está a Catedral Metropolitana, principal templo católico do Rio Grande do Sul, em estilo renascentista e com magníficos vitrais. 

Imponente e elegante, Lu, minha sobrinha, entra na Igreja N.S. das Dores. 

Perto da Redenção, pode-se visitar a Igreja de Santa Teresinha, a preferida para casamentos luxuosos. Também na área central, está a Igreja Nossa Senhora da Conceição, em estilo barroco tardio e com belos altares e santos em madeira. Admirável é a Igreja Nossa Senhora das Dores, um exemplo de arquitetura religiosa com grandiosas escadaria e fotogênicas torres brancas. 

Os gaúchos são definitivamente ou gremistas ou colorados…

Desculpem os Porto-Alegrenses nativos ou adotados. Meu convívio com POA não me permite sentir pertencimento à cidade. Daí por que este post é bastante superficial – prova disso é o fato de eu confundir Grêmio e Internacional… Fora os quatro anos que frequentei a PUC/RS, meu trânsito pela cidade se restringe, na sua maior parte, ao Aeroporto. Penso, no entanto, que sem conhecer POA e boa parte do Rio Grande do Sul, nosso conhecimento do Brasil fica incompleto.

Árvore natalina no Centro Histórico, desejando-lhes esperança e alegria.



” Quando era jovem, eu a mim dizia:
Como passam os dias, dia a dia,
E nada conseguido ou intentado!
Mais velho, digo,com igual enfado:
Como, dia após dia, os dias vão,
Sem nada feito e nada na intenção!
Assim, naturalmente, envelhecido,
Direi, com igual vol e sentido:
Um dia virá o dia em que já não
Direi mais nada.
Quem nada foi nem é não dirá nada.”

Centro Histórico de POA

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